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Melhoria no Processo | ERP
Melhorias
Alinhadas as necessidades de informações gerenciais e as lacunas existentes nos
sistemas informatizados.
As causas da insatisfação das empresas foram detectadas:
Depois de inúmeras experiências na tentativa de conciliar os benefícios dos
sistemas informatizados com as necessidades de informações gerenciais de grande
número de clientes, pudemos detectar algumas das verdadeiras causas da falta de
informações e da insatisfação das empresas. Eis as causas que se destacaram:
1. Contabilidade
A contínua necessidade de aumento das informações, faz áreas da empresa
criarem sistemas "particulares" de informações, não estruturados, que só servem para quem os criou e geralmente têm vida efêmera. O Plano de Contas e os
registros não recebem a mesma atenção que os demais controles administrativos.
Além disso, congestionam os ERPs com relatórios, cujas informações são supridas
de forma mais adequada pela contabilidade.
2. Custos
Os atuais ERPs apresentam essa ferramenta destinada a apuração dos custos,
tanto projetados (custo-padrão), como reais. Como a estrutura e a nomenclatura do
Plano de Contas não têm o rigor técnico, são tratadas com duas linguagens, uma de
custos e outra de contabilidade. Resultado, dificultam o registro e o
acompanhamento dos custos reais, não permitindo a integração da contabilidade de
custos com a contabilidade geral, dificultando a geração das informações requeridas
pelo Imposto de Renda e outros informativos fiscais.
3. Controle de Estoques
Os sistemas informatizados controlam perfeitamente os estoques, sejam de
insumos, sejam de produtos acabados. O primeiro objetivo é ter as quantidades
exatas na hora certa do seu uso ou venda. O segundo objetivo é registrar os
estoques como bens da empresa (com o mesmo rigor que o dinheiro em caixa ou
em bancos) e depois o seu consumo, para saber exatamente quanto custaram.
O problema é que estoques com grande quantidade de itens exigem prévia e
rigorosa classificação e codificação, além de sua vinculação com contas contábeis
de nomenclatura e codificação adequadas, que funcionam como um controle desse
ativo independentemente do controle físico.
4. Controle de Produção
As atividades de programação e controle da produção tratam essencialmente de
dados físicos. Sem o seu acompanhamento econômico (quanto custa?) não há
como avaliar o desempenho da produção.
Como dizem os teóricos do sistema ABC, "É impossível gerenciar o lucro, se você não for capaz de medir o custo". (Dragoo, Bob - Lucro em Tempo Real. Rio:
Record, 1999).
5. Imobilizados e Investimentos
Geralmente, os imobilizados e outros investimentos geram discussões e
avaliações na fase de aquisição. Depois, perdem-se de vista pela falta de
controle econômico-financeiro, e até físico.
Em muitas empresas, o valor do imobilizado é de tal montante que o controle de
depreciações, amortizações e exaustões é parte relevante do controle de custos
e do retorno do investimento. Mas o que encontramos na maioria delas é um
imobilizado sem controle que permite avaliar o custo de cada processo de
produção. Como conseqüência, tanto o custo para formação dos preços de
venda, como o resultado operacional, EBITDA e demonstrativos do fluxo de
caixa ficam prejudicados pela falta de aderência à realidade dos fatos.
6. Orçamento Empresarial
Já foi considerado um "luxo" das grandes empresas, opinião que constituiu mais um mito da cultura empresarial. Hoje se considera que qualquer empresa precisa
de um mínimo de planejamento – de preferência o organizado e metódico
planejamento estratégico - o Orçamento Empresarial nada mais é que a
tradução econômico-financeira desse planejamento, que deve ser feito na
medida do porte da empresa.
Tentar prever e conduzir a empresa por um caminho mais seguro é diminuir o
risco inerente ao empreendimento. Sem os instrumentos de registro e controle
apresentados, a empresa não dispõe de elementos que permitam projetar seu
futuro, tomando decisões a tempo de não só diminuir os riscos do negócio, como
contribuir para o seu sucesso.
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